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Era Outra Vez...


Isolada Decepção

 

 


 


 

Rostos, faces, gestos que acompanham.

Tantos em volta, muitos em torno.

Reais, falsos, fingidos, autênticos e inventados.

Sorrisos que incentivam. Suspiros de frustração.

Lágrimas de tristezas. Gritos com exaltação.

Rugas de rancor, por revelar marcas de dor.

Emoções e expressões ligam uns aos outros. Mãos se estendem oferecendo afeto e a proteção que procuramos.  Mas, do mesmo modo, sozinhos sempre estamos.

As maiores decisões em nossas vidas são tomadas na mais completa solidão.

Uma sensação sem correspondente.

Única, ausente.

Doem-me as costas de estar deitada carregando a mim mesma. No silêncio absoluto que repousa sobre as próprias amarguras ao sono que ostenta as próprias dúvidas.

Nascemos sozinhos, crescemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos.

Tolos são aqueles que acreditam que alguém esta por eles.

Ninguém esta por ninguém.

Ninguém vive por alguém.

Raridades são os que se dispõe a isso.

Querer o bem difere dá-lo.

Ato puro e simples.

Habitual traço egoísta o qual muitos dos tidos "humanos" há de abrigar. Afundado na mais completa e obscura inquietude do caráter individual que a barreira física não impede de enxergar, envolto por sombras apenas aos que vivem cegos sob o breu noturno.

Vejo, percebo.

Um simples olhar me faz sentir, mostrando-me a realidade como se fosse à luz do dia.

Traz-me mágoa poder ver.

Fere-me por dentro o julgamento que passo a fazer.

Quero fechar os olhos. Cegar a realidade posta à prova.

Peço a lua que cubra a claridade solar trazendo-me o embalo do sonho noturno. Mas, para o que peço, vem-me apenas a insônia com que luto.

Negrume absoluto.

Perturbação alcoólica dos sentimentos mais íntimos.

Sinto que não sei sentir, nem posso sonhar quando acordo a noite.

Meus olhos me mostram a única realidade que tenho.

Têm-se quem preze?

Sim. Pais, família, amigos.

Caminham ao lado.

Mudos. Calados.

Mas muito falta ainda a andar. Sem a ânsia irreal de ver exprimido todos os sonhos no caminhar.

Minha esperança é um pensamento vazio.

Passo a passo.

Que apita pedindo para despertar.

Escuto. Receio.

O som persiste.

Estendo a mão para desligar ao relógio - sou impelida a fazê-lo.

Pressiono. Cessa.

Dentro de mim, insistente, o toque permanece.

Um momento único.

Exatamente, mas não durmo.

Deixando apenas quem sou - e mais nada

No silêncio e na solidão que não podem ter alimento.

Escravo e preso no cárcere de si mesmo.

Retirando-se para dormir, sob o gesto irreal do teu beijo.

 

Da realidade do dia, ao alivio de sonhar dormindo, que me deixe vir a lua.

E eu - me disperse e suma.

Marina Pereira



Escrito por Marina Pereira às 23h10
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